Pular para o conteúdo principal

MARA


Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou (Ex 15.25).
Mara foi o apelido de Noemi, depois de enfrentar muito sofrimento (Rt 1.20,21). E este é precisamente o significado do termo Mara: amargura. Águas amargas foram o que Israel encontrou logo depois que passou o Mar Vermelho. Não podia acontecer-lhe algo pior que isso. Portanto, Mara pressupõe:
Provação. “E ali os provou.” A guerra, doença, fome, sede, morte, situação econômica instável, práticas pecaminosas e secretas, confiança traída – isto e muito mais nos trazem amargura de espírito. Que mundo amargo é o nosso! É um imenso Mara! Como é difícil encontrar alguém que não saiba o que é amargura! Mara no mundo; Mara na Igreja; Mara na família; Mara em cada um de nós! Pressupõe também
Provisão. “O Senhor lhe mostrou uma árvore.” Moisés lançou a árvore nas águas, e estas se
Livro da Vida
tornaram doces. Não existe entre os homens nenhuma ciência, nenhuma filosofia, nenhum medicamento laboratorial que realmente cure a doença da amargura. Somente a ação do Cristo crucificado, cujo sangue nos purifica de todos os nossos pecados – inclusive a amargura! – pode livrar-nos desse terrível mal pela ação benfazeja do Espírito Santo. É a graça estendida pela bendita mão daquele que veio para que fôssemos salvos e pela ação do Espírito da cura!
“Vinde a mim”, disse Jesus, “e eu vos aliviarei... e encontrareis descanso para vossas almas” (Mt 11.28,29).
Oração: Senhor Jesus, aquele lenho, lançado nas amargas águas de Mara, nos lembra aquele amargo lenho, a cruz, que se tornou o símbolo da cura total de nosso Mara – nossa profunda amargura! Amém.


Postagens mais visitadas deste blog

O ROSTO DE MOISÉS

E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que evanescente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente (2Co 3.7,8,11). Ao descer do Monte Sinai, e encontrar o povo de Israel em torno do bezerro de ouro, numa autêntica prática carnavalesca, Moisés quebrou as duas tábuas de pedra da lei. Ele retornou ao monte e esteve mais quarenta dias e quarenta noites na presença de Deus. Depois disso, ele voltou com outras duas tábuas de pedra, exatamente como as primeiras. Mas havia algo mais: o rosto dele resplandecia. Arão e o povo temeram aproximar-se dele, por isso ele passou a cobrir seu rosto com um véu. O apóstolo Paulo nos esclarece que Moisés cobriu seu rosto porque percebeu que aquele brilho se desvanecia gradativamente. E, segundo o ap...

Minha História como Tradutor - Valter Graciano Martins

TRIGO E JOIO

Mescla Permanente Subiu também com eles um misto de gente... (Ex 12.38). Deus havia espalhado seu terror por toda parte, e muitos estrangeiros acharam mais seguro acompanhar o povo de Israel do que ficar no Egito. Eles tinham testemunhado os feitos do Senhor em toda a terra. Tinham visto como ele havia protegido miraculosamente seu povo Israel. Assim, como muitos israelitas não eram crentes genuínos em Iavé. Era um “misto de gente” que não havia experimentado uma conversão genuína. Simplesmente buscavam a proteção divina movidos pelo medo. E foram esses mesmos descrentes que perturbaram Israel ao longo de todo o caminho até Canaã. Sua influência foi muito ampla e maléfica. Que autêntico retrato da Igreja moderna! Jesus já havia ilustrado este doloroso fato com a parábola do joio. Por toda a Bíblia, e mesmo na história da Igreja, percebemos nitidamente que a Igreja visível é sempre mista. O trigo é constantemente prejudicado com a presença de ervas daninhas, semeadas pelo malig...