Pular para o conteúdo principal

ARÃO TIPO DE CRISTO

Sumo Sacerdote

Também porás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar perante o Senhor; assim, Arão levará o juízo de Israel sobre seu coração diante do Senhor continuamente (Ex 28.30).
Arão, o irmão mais velho de Moisés (Ex 7.7), foi o primeiro sumo sacerdote de Israel, a igreja da antiga dispensação. Ele foi um grande homem. Depois de Moisés, ele era o mais importante em Israel. Ele exercia a mediação entre o povo e o Deus do povo. Ele foi o primeiro a entrar no Santo dos Santos a oferecer o sangue da expiação, aspergido sobre o propiciatório, a saber, a tampa da Arca da Aliança, onde foram depositadas as tábuas da lei, uma porção do maná e a vara de Arão que floresceu.
O peitoral do juízo que ele levava em seu tórax era de um simbolismo muito profundo; portava duas pedras preciosas chamadas Urim e Tumim. Hoje, pouco se sabe sobre estas pedras, mesmo entre os judeus. Possivelmente, Urim signifique “luz” e Tumim, “perfeição”. Se é assim, o sumo sacerdote levava em seu coração um povo que se destinava a ser luz e perfeição. Nosso Senhor disse que os cristãos são “luz do mundo” (Mt 5.14); e Paulo, que somos “luzeiros” (Fp 2.15); e são exortados a que sejam santos, porque seu Senhor é Santo (1Pe 1.16). Além do mais, é tão somente Deus que nos julga com a máxima retidão.
Focalizemos Arão, o sumo sacerdote, pelo seguinte prisma:  
Seus pecados. A Bíblia registra três pecados muito sérios cometidos por Arão. (1) Ele ajudou Israel a fabricar o bezerro de ouro; foi severamente advertido e graciosamente perdoado por Deus (Êx 32). (2) Juntamente com Miriã, caluniou e difamou Moisés; foi chamado à atenção e mais uma vez foi perdoado (Nm 12). (3) Juntamente com Moisés, pecou em Meribá, deixando de glorificar a Deus no milagre das águas, atribuindo esse milagre a eles próprios (Nm 20); por isso não entrou em Canaã como castigo divino (Nm 33; Dt 34), se bem que entrou na Canaã Celestial. O líder é exemplo para os liderados. Deus é mais severo com os líderes do que com os liderados. Espera-se que o líder não cometa certos pecados que são comuns ao povo em geral.
Suas virtudes. Enumeremos três delas. (1) Ele e Hur apoiaram os braços de Moisés na batalha contra os amalequitas (Ex 17.8-13). (2) Sua vara foi a única que floresceu, provando que ele era o eleito de Deus para o exercício do sumo sacerdócio sobre Israel (Nm 17.1-10). (3) Sua morte no monte Hor foi algo grandioso (Nm 20.22-29). Além da emocionante cerimônia em torno de sua morte, Israel demonstrou-lhe grande afeto, chorando e lamentando sua morte durante trinta dias. Ele viveu 123 anos. Apesar de suas fraquezas, ele amava a Deus e foi amado por Deus. Assim é o crente em Cristo. Nem sempre é forte, nem sempre é vitorioso, nem sempre dá bom testemunho, porém ama a Deus e é por este amado.
“Portanto, o que havia de cumprir-se em Cristo, foi tipificado pelo sinal externo sob a Lei; a saber, que, ainda quando peregrinemos pelo mundo, contudo estamos unidos com Cristo pela fé, como se fôssemos um só com ele; e, além disso, que ele cuida de nosso bem estar, como se nos levasse incrustados em seu coração; e, finalmente, que, quando nosso Pai celestial nos considera nele [Cristo], ele nos estima acima de toda a riqueza e esplendor do mundo” (Calvino, Harmonia da Lei).
Oração: Senhor, transforma minhas fraquezas em bênçãos, para mim e para outros, como tu mesmo transformaste a vida de Arão, que até hoje é exaltado e admirado por teu povo. Quando somos corrigidos por tua boa mão, então nosso erro serve de exemplo para os que nos cercam. Em nome de Jesus, nosso Supremo Sacerdote e Mediador. Amém.

Postagens mais visitadas deste blog

O ROSTO DE MOISÉS

E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que evanescente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente (2Co 3.7,8,11). Ao descer do Monte Sinai, e encontrar o povo de Israel em torno do bezerro de ouro, numa autêntica prática carnavalesca, Moisés quebrou as duas tábuas de pedra da lei. Ele retornou ao monte e esteve mais quarenta dias e quarenta noites na presença de Deus. Depois disso, ele voltou com outras duas tábuas de pedra, exatamente como as primeiras. Mas havia algo mais: o rosto dele resplandecia. Arão e o povo temeram aproximar-se dele, por isso ele passou a cobrir seu rosto com um véu. O apóstolo Paulo nos esclarece que Moisés cobriu seu rosto porque percebeu que aquele brilho se desvanecia gradativamente. E, segundo o ap...

Minha História como Tradutor - Valter Graciano Martins

A SERPENTE DE BRONZE

Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo se tornou impaciente no caminho. E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil. Então, o SENHOR mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel. Veio o povo a Moisés e disse: Havemos pecado, porque temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós as serpentes. Então, Moisés orou pelo povo. Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo o mordido que a mirar viverá. Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava (Nm 21.4-9). Neste texto lemos do cansaço, da fadiga, da impaciência e da maledicência do povo contra o Senhor e contra Moisés. Evide...