Sim, Valter sou eu. Aquela pequena igreja veio a ser o berço de minha nova fé, uma fé que antes eu maldizia e dela fugia. Aquela igrejinha passou a ser minha família. Cada vez mais me entrosava com pessoas que oravam por mim e comigo. Ensinavam-me não só a ler a Bíblia, mas também a amá-la e a conhecê-la. Encontrei em certo jovem um amigo e mestre do alfabeto bíblico. Infelizmente, ele regressou ao caminho de outrora e permaneceu nele, afastando-se da santa vereda da fé genuína. No entanto, nunca deixei de amá-lo, porque, misteriosamente, nos comandos da Providência, o Senhor da Igreja o usara para encaminhar-me na vereda que, depois, ele mesmo abdicou. Quem é capaz de entender ou de explicar essas coisas?
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| Minha querida igreja em 1958 |
Professei minha fé em maio de 59, ano do jubileu da IPB, um pouco antes de completar 20 anos, sob a ministração de um homem que mais tarde seria meu companheiro por duas etapas, em Goiânia e em Ceres, duas etapas completamente distintas, porém marcantes. Seu nome é Luis Sherwood Taylor. Naquela cerimônia eu estava só, nem mesmo sabia responder às perguntas do ministrante. Se a validade da profissão de fé estivesse na perfeição das respostas às perguntas feitas pelo ministrante, então a minha não teria tido qualquer validade. Mas, por detrás do ato externo estava algo profundo e invisível, conhecido só daquele que age em secreto nos mais recônditos do ser humano, para mudar e redirecionar em conformidade com seu desígnio e vontade soberanos.
