Em meu primeiro contato com você falei ligeiramente de mim e contei-lhe minha experiência com o sumiço de uma tradução inteira. Agora chamo sua atenção para meu propósito em me envolver com a pessoa de João Calvino. Faço isso não porque eu seja fanático em relação à sua pessoa e obras. Não me vejo como fanático. Se quiser me chamar de “fanático”, que seja em relação a Deus, seu reino, suas obras e sua palavra escrita. Digo, porém, que esse sentimento é mais bem expresso como convicção, e não fanatismo. Pois o fanatismo é algo mui danoso. É destrutivo, cega o entendimento e nos desvia de decisões e escolhas conscientes, racionais e construtivas. Aliás, o fanático deixa de ser racional, e às vezes até mesmo chega às raias do bestial. O torcedor de um time de futebol, que seja fanático, não consegue ver nenhuma qualidade em outro time. Somente o seu é perfeito e o único que merece existência. Nem raciocina que, para ele ser bom, depende dos demais, pois sem confronto ele não provaria nada. Isso é mau. Também o religioso fanático é cego e não consegue raciocinar bem. A religião de Jesus não gera fanatismo, e sim seguidores do exemplo de Jesus; e este nunca foi fanático e nem ensinou que os cristãos devam ser fanáticos. Os cristãos conscientes e comprometidos, em vez de fanáticos, são pessoas convictas, definidas, felizes, amorosas, fraternas, desejosas de ver os demais também felizes e bem orientados. Nesse sentido não sou seguidor de João Calvino, e sim do Deus que ele enalteceu e de quem testificou, da Bíblia que ele tão bem interpretou. Neste sentido não sou “calvinista”. Se quer me chamar de “calvinista”, que seja por concordar com ele no foco que ele deu da Bíblia, em seu sistema teológico e eclesiástico. Nisso ele foi um gigante. Sou admirador dele pelo que ele foi e fez, juntamente com uma vasta multidão de outros cristãos de vida maravilhosa ao longo da história do Cristianismo.
Desde cedo eu quis ver João Calvino falando nosso idioma, porque é através de obras que falam dele, e de suas próprias obras, que o conhecemos. Meu intuito não era que cada leitor dele concordasse com ele em tudo, mas que ninguém falasse mal dele sem nunca ler nada acerca dele e, sobretudo, suas próprias obras. Há muitas pessoas que odeiam o Reformador sem nunca haver lido nada sobre ele e a ele próprio. Isso, sim, é fanatismo da pior espécie; é um odioso preconceito, pois odeia alguém sem saber exatamente por quê. É através de suas obras que você descobre que ele não mandou matar um homem chamado Miguel Serveto, nem veio a ser o pai do capitalismo e nem o inventor da predestinação. Quem decretou a morte de Miguel Serveto foi o conselho de Genebra; quem criou o capitalismo tal como existe no mundo foi o egoísmo humano que tanto foi condenado por Calvino; quem inventou a predestinação foi o Espírito Santo que nos deu a Bíblia, inspirando patriarcas, profetas e apóstolos a escrevê-la infalivelmente para nosso ensino. Foi ele que nos revelou o decreto divino da eleição e predestinação. Se eu creio na predestinação não é porque Calvino teve a ousadia de crer nela e ensiná-la com ousadia, e sim porque a vejo em toda a Bíblia. Quem primeiro falou desse mistério profundo de modo categórico foi o próprio Jesus em textos como João 6 e 10, e o apóstolo Paulo em Romanos e Efésios. Para removê-la dali seria preciso enfrentar o Espírito Santo e, particularmente, Jesus e Paulo, e destruir toda a Bíblia, pois de Gêneses a Apocalipse você se depara com essa terrível ideia; terrível porque ela nos assusta e nos enche de pasmo e indagações.
Desde cedo eu quis ver João Calvino falando nosso idioma, porque é através de obras que falam dele, e de suas próprias obras, que o conhecemos. Meu intuito não era que cada leitor dele concordasse com ele em tudo, mas que ninguém falasse mal dele sem nunca ler nada acerca dele e, sobretudo, suas próprias obras. Há muitas pessoas que odeiam o Reformador sem nunca haver lido nada sobre ele e a ele próprio. Isso, sim, é fanatismo da pior espécie; é um odioso preconceito, pois odeia alguém sem saber exatamente por quê. É através de suas obras que você descobre que ele não mandou matar um homem chamado Miguel Serveto, nem veio a ser o pai do capitalismo e nem o inventor da predestinação. Quem decretou a morte de Miguel Serveto foi o conselho de Genebra; quem criou o capitalismo tal como existe no mundo foi o egoísmo humano que tanto foi condenado por Calvino; quem inventou a predestinação foi o Espírito Santo que nos deu a Bíblia, inspirando patriarcas, profetas e apóstolos a escrevê-la infalivelmente para nosso ensino. Foi ele que nos revelou o decreto divino da eleição e predestinação. Se eu creio na predestinação não é porque Calvino teve a ousadia de crer nela e ensiná-la com ousadia, e sim porque a vejo em toda a Bíblia. Quem primeiro falou desse mistério profundo de modo categórico foi o próprio Jesus em textos como João 6 e 10, e o apóstolo Paulo em Romanos e Efésios. Para removê-la dali seria preciso enfrentar o Espírito Santo e, particularmente, Jesus e Paulo, e destruir toda a Bíblia, pois de Gêneses a Apocalipse você se depara com essa terrível ideia; terrível porque ela nos assusta e nos enche de pasmo e indagações.
Por isso desejei desde cedo dar ao povo de língua portuguesa João Calvino para que você vá à própria fonte e leia ali o que quiser saber dele mesmo. Então, livremente, poderá concordar ou não com ele. Você não tem que concordar com ele em tudo para ser um cristão genuíno e seguidor de Jesus. Aliás, para possuir a vida eterna você nem precisa ler as obras de João Calvino. Pois a salvação é pela graça de Deus em Cristo. Muitos entendem mal a Bíblia e, no entanto, são salvos pela graça. Mas se você me pergunta qual é a melhor interpretação da Bíblia, depois dos apóstolos, eu lhe digo com convicção e conhecimento de causa que é através de João Calvino. Ele, mais que ninguém, glorificou a Deus e pôs o homem em seu devido lugar: “morto em delitos e pecado”. Ao mesmo tempo que deixou Deus assentado em seu trono de glória, como o Senhor absoluto de todo o cosmos, ele ensinou que o homem se contaminou, desde sua geração no ventre materno, e se alienou de Deus de tal modo que foi preciso que a Trindade entrasse em ação para salvar alguns, e isso tão-somente porque Deus o quis, e não porque o ser humano o atraísse. Mas isso foi ensinado antes dele por Agostinho. Isso foi também entendido ser assim por Martinho Lutero e Zuinglio. Muitos outros em seu tempo e depois deles entenderam assim. A interpretação de João Calvino é válida para hoje e para sempre, porque é a plena suma de toda a Escritura, que é sempre atual, infalível, irretocável e proveitosa para a educação do povo de Deus em toda a justiça e apta para refrear o ímpeto dos incrédulos. E é preciso delinear bem que Calvinismo não é uma denominação religiosa, e sim um sistema teológico e de governo eclesiástico adotado por muitos ramos do Cristianismo.
